A pergunta não é como ser uma gorda feliz, é como ser uma pessoa feliz. E isso independe de ser gorda ou não. Porque sabe, você pode ser magérrima e não ter quem gosta por perto. Você pode ter olhos lindos e não conseguir lidar com os próprios sentimentos. Você pode perder o sentido da vida mesmo sendo muito rica. Porque cada pessoa é diferente uma da outra, pensa diferente, tem um corpo diferente, age diferente. E ninguém é melhor por ter uma outra outra qualidade diferente das outras pessoas. Talvez isso chame mais atenção quando as pessoas a conhecem. Só que isso não determina o quão importante ela será na vida das pessoas.
A Adele é mais importante na minha vida do que a Gisele Bündchen, por exemplo. Eu não conheço nenhuma das duas e mesmo depois da campanha da Hope nunca cheguei a odiar a Gisele. Só que a voz da Adele me emociona e eu acho ela uma coisa linda que só. Sem igual.
E a Gisele é linda, mas eu não me emociono quando ela entra na passarela. Ela não diz coisas que me fazem repensar a minha vida. Ela só trabalha como todas as outras modelos, emprestando seu corpo para vender um produto.
Porque então tanta gente se tortura para alcançar este padrão quando não é isso que realmente importa?
P.S2: Vale a pena escutar:
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Priscilla Brito
Tem
problemas de concentração e pensa milhões de coisas ao mesmo tempo.
Quase sempre, são planos de como mudar o mundo a partir das inspirações
feministas cotidianas.


domingo, outubro 30, 2011


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1 comentários:
Excelente texto!
Adoro a Adele, ela tem uma voz tocante, que passa uma mensagem.
Também não gosto da campanha da Hope, mas não tenho absolutamente nada contra a Gisele, apesar de afirmar para todo mundo ouvir que ela não representa todas as mulheres brasileiras, ao contrário, ela é uma exceção.
O importante é a gente ser feliz e se aceitar do jeito que é, gorda, magra, baixa, alta, negra, branca. Esses apenas detalhes que nos deixam mais bonitas, mas não mudam em nada nosso caráter.
Um abraço!
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